Mostrar mensagens com a etiqueta Morcegos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Morcegos. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Um Morcego Amigo‏

Morcegos podem capturar até dois mil insectos por noite


A Universidade de Florença, em Itália, lançou uma campanha intitulada “Um Morcego Amigo”, cujo objectivo é envolver a população na conservação deste animal, assim como integrá-lo num sistema biológico para eliminar mosquitos, em alternativa a insecticidas.

Grande parte das cidades italianas aderiu a esta iniciativa, pelo que estão a colocar em vários locais públicos caixas de madeira que servem de refúgio para que os morcegos - considerados excelentes predadores de insectos – possam hibernar e reproduzir-se.

Esta campanha pretende ainda trazer de volta às cidades estes mamíferos voadores que, devido à poluição do ar e à falta de locais para se instalarem, foram desaparecendo destes meios urbanos, sendo que a quantidade de mosquitos foi aumentando gradualmente.

A campanha iniciada em 2006 na cidade de Fiesole, na região da Toscana, já foi alargada a todo o país. Foram distribuídas mais de oito mil caixas - Bat Box- com compartimentos diferenciados, visto que as fêmeas preferem a parte mais quente, que fica em cima, e os machos, que gostam mais de frio, ficam na parte baixa.

Estes refúgios, que podem albergar até 30 morcegos, são colocados em árvores ou no exterior de prédios, a quatro metros de altura.De forma a atrair os morcegos, os caixas foram envelhecidas e têm paredes ásperas com cortes que possibilitam que os morcegos fiquem pendurados de cabeça para baixo.

Passados quatro anos desde o início deste projecto, já foi verificado um aumento da população de morcegos nas cidades que aderiram à iniciativa, embora a colonização seja demorada e só tenha chegado aos 40 por cento.

cienciahoje.pt

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Reportagem sobre o Morcegário da Regaleira


O trabalho científico feito por espeleólogos no seio da da FPE há mais de 20 anos dão reportagem na RTP.

Não deixem de ver a reportagem sobre o Morcegário da Regaleira a cargo da AES-Associação dos Espeleólogos de Sintra.

Portugal em Directo dia 7/09/2009=

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Morcegos garantem conservação dos livros

"Centenas de morcegos vigiam diariamente duas das mais antigas bibliotecas de Portugal, na Universidade de Coimbra e no Palácio de Mafra. É a sua habilidade para capturar insectos que assegura a preservação dos livros.
Os morcegos são o único mamífero capaz de voar e só o fazem de noite, emitindo sons de alta frequência inaudíveis ao Homem e que dificultam a observação e estudo das 26 espécies deste animal que se sabe que existem em Portugal.
Numa noite do ano passado, Jorge Palmeirim, investigador de aves e morcegos na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, apetrechou-se com equipamento para medição sonora e deslocou-se à biblioteca Joanina de Coimbra para tentar perceber que morcegos continuavam a usar os abrigos daquele espaço, onde estão instalados há mais de 200 anos.
“Não consegui ver, só ouvir, mas cheguei à conclusão, pelos excrementos que encontrei, que estão lá pelo menos duas espécies de morcegos”, conta o professor.
Em todo o país, e além de Coimbra, só se conhece um outro abrigo de morcegos em bibliotecas, no Palácio de Mafra, supondo-se que a preferência da espécie por estes espaços possa estar relacionada com o revestimento antigo de madeira.
“Os morcegos são também muito conservadores nos abrigos. Têm tendência para repetir por várias gerações os mesmos locais de abrigo e preferem edifícios antigos”, explica Jorge Palmeirinha.
Em Coimbra existem documentos com cerca de 200 anos que comprovam a compra, nesse tempo, de peles semelhantes às que ainda hoje a biblioteca Joanina utiliza para, diariamente , cobrir mesas antigas de forma a protegê-las dos excrementos dos morcegos.
“Os morcegos habitam na biblioteca desde que há memória. As mesas da biblioteca são protegidas com peles todas as noites, porque são também antiguidades, e os morcegos circulam livremente, comendo os insectos”, diz o director da biblioteca da Universidade de Coimbra, Carlos Fiolhais.
Em Mafra também são os morcegos, e as boas condições climatéricas proporcionadas pelas paredes altas e a madeira do século XVIII, que explicam o “óptimo estado de conservação” dos livros, segundo a responsável pela biblioteca, Teresa Amaral.
Um morcego pode devorar 500 insectos por dia e, por isso, ninguém questiona que durante a noite se ausentem das bibliotecas para caçar. Estas entradas e saídas são facilitadas pelas fendas e orifícios comuns nas bibliotecas antigas.
“Uma pequena colónia de dez morcegos come um quilo de insectos por noite. Imagino quantos insectos são precisos para um quilo..”, comenta Jorge Palmeirim.
Das 26 espécies destes mamíferos que habitam em Portugal, e que representam várias centenas de milhares de morcegos, as que vivem nas grutas são as mais ameaçadas.
“Durante anos as grutas foram bloqueadas por pastores para proteger as suas ovelhas e também por pessoas que estigmatizavam a espécie' porque os morcegos são muitas vezes associados a bruxaria, conta Jorge Palmeirim.
Também os pesticidas da agricultura, por contaminarem insectos ingeridos por morcegos, têm sido responsáveis pelo decréscimo de algumas espécies."
Notícia distribuída pela Lusa